terça-feira, 1 de novembro de 2011
Saga - Filipe Catto
Andei depressa para não rever meus passos
Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pra uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu.
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar.
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar.
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